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Ele
imaginou o computador...
só não conseguiu vencer o preconceito.
Tão importante quanto o conhecimento é a imaginação,
é saber formular perguntas. O Teatro e Albert Einstein
nos ensinam isso. Ao investigar o ser humano até às
últimas conseqüências, o Teatro tem feito há
milhares de anos as perguntas necessárias, levantando questões
que ajudam a compreender a complexidade da matéria de que
somos feitos. E o Teatro é, para nós do projeto
Arte e Ciência no Palco, a razão de ser do nosso
mergulho no mundo da ciência, para também aí
propor novas questões que nos ajudem a entender essa bela
obra de arte que o Homem é, no dizer de Shakespeare. Esse
Homem que descobre estrelas e decifra a natureza. Einstein nos
ensinou a reinventar o tempo e o espaço, como Da Vinci
a desafiar o desconhecido, e Niels Bohr e Werner Heisenberg a
mergulhar no mundo da menor partícula do átomo.
Brincamos com os paradoxos da ciência para lembrar os homens
da ciência que eles são feitos da mesma matéria
frágil dos comuns mortais. Einstein, Da Vinci Pintando
o Sete, Copenhagen, Perdida e, agora... Quebrando Códigos.
Depois da Física, a Matemática. E com a Matemática
as mesmas velhas perguntas que os gregos desde antes da lógica
de Aristóteles nos ensinaram a formular. Neste maravilhoso
mundo novo que a Matemática ajudou a criar, feito de chips
e bites, emerge a figura trágica de um homem, Alan Turing.
Mais que propor respostas, ele soube fazer as perguntas necessárias.
Dizer que esse matemático genial é um dos pais do
computador e da moderna ciência da computação
é dizer pouco. As suas perguntas sobre a possibilidade
de máquinas pensantes continuam ecoando ainda sem respostas.
Talvez a vida e a morte de Turing possam sugerir alguma resposta.
Não para uma nova máquina a ser criada, mas para
esse velho e fascinante complexo de sistemas que é o Homem.
E a resposta se insinua em novas perguntas. Como eliminar os abismos
entre o pensar e o sentir? Como sobreviver a um mundo de códigos
quebrando códigos? Que novo teorema virá nos demonstrar
o certo e o errado?
Oswaldo Mendes
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Ficha
T écnica
de Hugh Whitemore baseado no livro Alan Turing, O Enigma (A.Hodges)
tradução Luiz Fernando Tofanelli
com
Carlos Palma
Oswaldo Mendes
Flavia Pucci
Edgar Bustamante
Valdemar Dias Junior
participação especial
Rubens de Falco (in memorium)
Arllete Montenegro
direção geral
Roberto Vignati
cenário
Carlos Palma e
Chrys Aizner
iluminação Francisco Alves
(PH) e Roberto Vignati
figurinos Marco Lima e
Leopoldo Pacheco
trilha sonora Sérgio Yamamoto
e Roberto Vignati
efeitos visuais e animação Eduardo Gurman
assistente
de direção Abigail Tatit
preparação corporal Sandra Lucia Gomes
consultoria vocal Gilda Vanderbrande
visagismo Adriana Vaz
colaboração de efeitos visuais e animação
Emerson Godói
consultoria técnica de iluminação (painel)
Fábio Retti
assessoria de imprensa Manoel Carlos Jr.
fotos Gal Oppido
edição de textos Oswaldo Mendes e
Jacyra Octaviano
edição de arte Carlos Palma (criação)
e
Adriana Carui (direção de arte e webdesign)
efeito digital do cartaz Adriana Carui
sob foto de Kátia Fanticelli
confecção de figurinos: femininos Zezé de
Castro - masculinos Alfaiataria Domingos De Lello
cenotécnica Max Schiftan, Paulo Mingoni,
Antonio Shimanski, José Luiz Shimanski,
Willian Emerson Luca da Silva
e Ulisses Luca da Silva
operador de luz Beto Pereira
operador de som Sérgio Yamamoto
operador de vídeo Anselmo Alves
direção técnica de palco Paulo Mingoni
técnico de palco Edson Shimanski
camareiras Dirlene Emílio e Antonia Sacramento
assessoria jurídica Carnide & Associados
assessoria contábil AV União Contábil
auditoria JDM Auditores e Consultores
relações comerciais Z3M Planejamento
coordenação executiva Anette Lomaski
produção executiva Gabriela Penteado
administração Eliana Villas Boas
apoio operacional Almir Vrech, Arnaldo Pereira Guerra Junior, Adriana
Frazão Sala,
Glaciane Alves Rocha, Tathiana Castanho
realização
Acesso Cultural Produções Ltda.
Blitz Promoções Culturais S/C Ltda.
Núcleo Arte Ciência no Palco da
Cooperativa Paulista de Teatro
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