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Sábado.
Junho de 1986. O físico Richard Feynman em seu escritório
no Caltech, Instituto de Tecnologia da Califórnia. Ele
está ali para estudar e para ensaiar a sua participação
à noite como ator e tocando bongô no musical South
Pacific, com o grupo de teatro da universidade. Com câncer
em estado avançado, é informado pelo seu médico
da urgência de uma nova cirurgia na segunda-feira, mesmo
dia em que deve dar uma palestra sobre "O Que Nós
Sabemos". Em dúvida entre fazer ou não a cirurgia,
a quarta em quatro anos, recebe a visita inesperada de uma aluna
do curso de Física 10. Sem perder o bom-humor, Feynman
reflete sobre a sua vida na ciência, a paixão pelas
mulheres e pela música, a lembrança da sua participação
na construção da bomba atômica, o prazer em
divertir-se com o seu trabalho, o amor impiedosamente crítico
pelo Brasil, a impaciência agressiva com as autoridades
que manipulam os cientistas. Diante da possibilidade da morte,
ele declara seu amor à vida e à ciência.
"E agora, sr. Feynman?" foi escrita pelo americano Peter
Parnell a pedido do ator Alan Alda, da série de TV MASH
e dos filmes de Woody Allen (Crimes e Pecados e Todos Dizem Eu
te Amo, entre outros), e fez temporada na Broadway e em Los Angeles
em 2001 e 2002. O titulo original "Q.E.D.", referência
à eletrodinâmica quântica que valeu a Richard
Feynman o prêmio Nobel de 1965, foi mudado na versão
brasileira para atender melhor à adaptação
feita por Oswaldo Mendes e Sylvio Zilber, em que se destacou a
relação do físico com o Brasil, ausente no
espetáculo americano. Com Feynman, o grupo Arte Ciência
no Palco amplia seu repertório sobre os mais importantes
cientistas do século 20: Albert Einstein (Einstein de Gabriel
Emanuel, 1998), Niels Bohr e Heisenberg (Copenhagen de Michael
Frayn, 2001) e Alan Turing (Quebrando Códigos, 2003).
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