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A
DANÇA DO UNIVERSO a síntese de um tributo
A solidão de Isaac Newton, que vocifera contra tudo e contra
todos, implacável seja com os seus inimigos, seja com os
dogmas cristãos não sou cristão,
eu me entendo com Deus Pai sem precisar do Filho nem do Espírito
Santo.
A miséria do luterano Johannes Kepler, que mendiga ajuda
do católico Galileu Galilei e recebe um não
posso dividir com o senhor os meus conhecimentos, que são
preciosos, mas não os meus bens.
O sofrimento de Santo Agostinho com as tentações
da mente mais perigosas que as tentações
da carne em conflito com o poeta Lucrécio,
para quem o medo é fruto da ignorância.
A impotência de Einstein na despedida do amigo Charles Chaplin,
expulso dos Estados Unidos pelo macartismo a única
coisa que me resta é denunciar esse estado de coisas.
A indignação de Mário Schenberg ao receber
o título de professor emérito de uma instituição
que o proibiu de dar aulas durante a ditadura militar no Brasil
a convivência acadêmica prejudica a clareza
das idéias.
Ao refletir sobre a vida e as idéias de personagens fundamentais
na aventura do conhecimento, o espetáculo A DANÇA
DO UNIVERSO é um tributo a todos que na arte e na ciência
ajudaram, segundo Brecht, a aliviar o peso da existência
humana, por sua luta contra a ignorância e o obscurantismo.
Com a peça de Oswaldo Mendes, inspirada pelo livro de Marcelo
Gleiser, o grupo Arte Ciência no Palco celebra o Ano Mundial
da Física e o centenário da Teoria da Relatividade.
Pré-estréia
Festival de Curitiba
Temporada em Portugal (Lisboa e Aveiro)
Estréia 6/8/2005 em São Paulo.
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